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Google afirma: Comunicações móveis e estratégia de qualquer empresa de tecnologia

Enviado por Webmaster on fev 17th, 2010 e arquivado em Acessibilidade, Economia, Google, Internet. Voce pode acompanhar quaisquer respostas a esta mensagem atravs do RSS 2.0. Voce pode deixar uma resposta, ou trackback a esta entrada

Em palestra no Mobile World Congress, o CEO Eric Schmidt demonstrou busca via OCR com tradução automática e defendeu parcerias com operadoras.

As comunicações móveis dever estar em primeiro lugar na estratégia de qualquer empresa que atue no setor de tecnologia. Esta foi a mensagem do CEO do Google, Eric Schmidt, em palestra apresentada nesta terça-feira (16/2) no Mobile World Congress, em Barcelona (Espanha).

“A nova regra é ‘mobile first’. (…) É o que as pessoas querem”, argumentou Schmidt. “O celular não é mais um celular, é uma extensão do que somos. Ele nos dá mais poder”, resume. Essa foi também a mensagem do vídeo de abertura, que ressaltou o que é possível fazer com um celular. “Ele pode até falar português”, chegou a dizer a locução em off.

A visão do Google é sustentada por fatos, lembra o CEO. O mercado de smartphones cresce a uma taxa de 30% ano após ano e deverá superar as vendas de PCs, diz. Além disso, a adoção de internet móvel tem crescido a uma taxa oito vezes mais rápida do que ocorreu com a internet nos desktops, conta.

Demonstração
Para comprovar seu ponto de vista, Schmidt recrutou dois engenheiros da empresa para demonstrar os mais novos recursos de busca na web oferecidos pelo Google: a busca por voz e a busca por imagens.

Na busca por voz, a empresa demonstrou o recurso de reconhecimento de voz, oferecido pelo sistema Android para smartphones. Oferecido inicialmente em inglês, ele agora é capaz de reconhecer ditados em alemão. No teste em alemão, o Google devolveu endereços de um bar em Berlim.

Em relação à busca por imagens, chamada Goggles, a demonstração foi feita usando uma foto da igreja Sagrada Família,  de Barcelona, projetada pelo arquiteto catalão Antoni Gaudí. Com o Goggles, o usuário obtém resultados de busca relacionados à atração, como mapa e horários de visitação.

Mais impressionante, no entanto, foi o reconhecimento óptico de caracteres, uma tecnologia que ainda tem status de preview. Com ele, foi possível tirar a foto de um menu de restaurante em alemão, converter o conteúdo da foto em texto e depois traduzi-lo para o inglês.

Schmidt enfatizou que tais recursos, que ele não hesita em chamar de “mágica”, só se tornaram possíveis por causa da convergência de três “ondas”: a da explosão das redes, a do poder computacional de baixo custo e a da cloud computing.

O reconhecimento de voz do Google, por exemplo, apoia-se completamente na nuvem. O stream de voz, depois de gravado, é empacotado e enviado para os servidores da empresa, processado, decomposto, comparado com outras pesquisas recentes e então reconhecido, para que os resultados sejam então devolvidos.

Conciliador
Em um evento dominado por operadoras de telefonia, Schmidt  procurou adotar um tom conciliador. “Nosso trabalho é possibilitado pelo espantoso poder das operadoras. Com esses aparelhos conectados à nuvem, tudo é possível. Esta é a hora de trabalharmos em conjunto”, disse.

Schmidt também lembrou que o Google é a favor da neutralidade na rede, mas reconhece o direito das operadoras móveis de regular o fornecimento e a distribuição de banda aos seus assinantes. “É preciso lidar com aquele 1% de pessoas que usam 70% da banda móvel”, lembrou.

Na sessão de perguntas e respostas, contudo, o clima mudou, embora o CEO tenha procurado não se estender em questões polêmicas. “O Google Voice rouba minutos da operadora? Sim, mas o SMS também rouba”, disse, em resposta a uma questão.

Mais tarde, perguntado sobre as intenções do Google ao fazer testes com redes de banda larga, disse: “Sim, estamos conduzindo testes com redes de alta capacidade, mas não vamos prover banda na mesma escala que as grandes operadoras”.

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